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Ficou um vazio sem ti...
Uma saudade inflexível,
a dor da perda,
uma inquietação!![]()
Ponderações ilógicas?
Amo-te à revelia,
busco-te inconsciente,
alheia à minha realidade,
duelando com a emoção.![]()
O meu silêncio
não pode ser contido.
É um abandono efêmero,
que distraidamente
esvazia de mim, um pouco de ti,
e não me devolve o sossego!![]()
É tão simples te amar...
porque tu és alguém
que consegue me conquistar
com esse teu jeito meigo,
esta doçura,
esta ternura no olhar.
É tão simples te amar...
amar a tua própria simplicidade,
amar a tua liberdade,
amar o teu desejo de me dominar.
É tão simples te amar...
é tão simples sentir este amor,
sentir a emoção que ele me traz,
sentir o prazer de querer mais,
sentir a falta que ele me faz!
É tão simples te amar...
É tão simples viver este amor,
é tão simples sonhar em te ter
é tão simples acreditar nos sonhos,
é tão simples fazer o sonho acontecer!
É tão simples te amar!
Para Ivan Junqueira
Anibal Beça
Canto I
Narciso e Sísifo
Sereno já me agasalho
No casulo do meu ócio
Com a veste leve da espera
Cobrindo todo o meu corpo.
5 Os ponteiros já me apontam
- Setas cediças ao vento -
Minutos intumescidos
Na febre lenta das horas.
Antes tão despudorada
10 Acesa em fogo de instantes
Durando enquanto durassem
Os momentos mais afáveis.
Nos limites de mim mesmo
Todo o espaço se faz pouco
15 Para abrigar qualquer gesto
Nesse meu canto insulado.
Em territórios de espelhos
Vi refletido e me vi
Sem nunca ter visto a face
20 Que outros pretendem ter visto.
Estrangeiro no convívio
Nunca me soube de mim
Aconteci para os outros
E me calco nesse acaso
25 (Agora mesmo me flagro
E não sei quem se confessa,
Se aquele solto de amarras
Ou se o preso atormentado) .
A questão é, mais que ser,
30 Saber ser o que se exporta.
Apenas sei que vim vindo
E não me vejo chegar.
Mas sei que vou para o encontro
levando todas as pedras
35 Que empurrei pela montanha.
Fogo de mim e tanta água
Nos quatro cantos do mito
Qual dos cantores me assalta?
Why you can’t do
Ordinary things in
Real world?
Learn to listen
Deep in your heart!
And forget everything
Recorded in the mind
Translating the soul.
Find you in the place
Replete of friends,
Imagination in your pen
End the situation of
Nothing to do and start
Doing the letters
Still eternity……
Catherina Sanders
Why you can’t do
Ordinary things in
Real world?
Learn to listen
Deep in your heart!
And forget everything
Recorded in the mind
Translating the soul.
Find you in the place
Replete of friends,
Imagination in your pen
End the situation of
Nothing to do and start
Doing the letters
Still eternity……
Catherina Sanders
THE HILL
Edgar Lee Masters
WHERE are Elmer, Herman, Bert, Tom and
[ Charley,
The weak of will, the strong of arm, the clown,
[ the boozer, the fighter?
All, all, are sleeping on the hill.
One passed in a fever,
One was burned in a mine,
One was killed in a brawl,
One died in a jail,
One fell from a bridge toiling for children and
[ wife —
All, all are sleeping, sleeping, sleeping on the
[ hill.
Where are Ella, Kate, Mag, Lizzie and Edith,
The tender heart, the simple soul, the loud, the
[ proud, the happy one? —
All, all, are sleeping on the hill.
One died in shameful child-birth,
One of a thwarted love,
One at the hands of a brute in a brothel,
One of a broken pride, in the search for heart’s
[ desire,
One after life in far-away London and Paris
Was brought to her little space by Ella and Kate
[ and Mag —
All, all are sleeping, sleeping, sleeping on the
[ hill.
Where are Uncle Isaac and Aunt Emily,
And old Towny Kincaid and Sevigne Houghton,
And Major Walker who had talked
With venerable men of the revolution? —
All, all, are sleeping on the hill.
They brought them dead sons from the war,
And daughters whom life had crushed,
And their children fatherless, crying —
All, all are sleeping, sleeping, sleeping on the
[ hill.
Where is Old Fiddler Jones
Who played with life all his ninety years,
Braving the sleet with bared breast,
Drinking, rioting, thinking neither of wife nor kin,
Nor gold, nor love, nor heaven?
Lo! he babbles of the fish-frys of long ago,
Of the horse-races of long ago at Clary’s Grove,
Of what Abe Lincoln said
One time at Springfield.
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Edgar Lee Masters |
Tradução: Jorge de Lima |
ONDE estão Elmer, Herman, Bert, Tom e Charley,
O irresoluto, o de braço forte, o palhaço, o ébrio,
[ o guerreiro?
Todos, todos estão dormindo na colina.
Um morreu de febre,
Um lá se foi queimado numa mina,
O outro assassinaram-no num motim,
O quarto se extinguiu na prisão,
E o derradeiro caiu de uma ponte quando
[ trabalhava para a esposa e os filhos,
Todos, todos estão dormindo, dormindo,
[ dormindo na colina.
Onde estão Ella, Kate, Mag, Lizzie e Edith
A de bom coração, a de alma simples, a alegre,
[ a orgulhosa, a feliz?
Todas, todas dormindo na colina.
Ella morreu de parto vergonhoso,
Kate de amor contrariado,
Mag nas mãos de um bruto num bordel,
Lizzie ferida em seu orgulho à procura do que quis
[ seu coração;
E Edith depois de ter vivido nas distantes
[ Londres e Paris
Conduzida a seu pequeno domínio por Ella, Kate e
[ Mag,
Todas, todas estão dormindo, dormindo,
[ dormindo na colina.
Onde estão tio Isaac e tia Emily,
E o velho Towny Kincaid e Sevigne Houghton,
E o major Walker que conversara
Com os veneráveis homens da revolução?
Todos, todos estão dormindo na colina.
Trouxeram-lhes filhos mortos na guerra,
E filhas cuja vida tendo sido desfeita,
Os filhos sem pais choravam
Todos, todos estão dormindo, dormindo,
[ dormindo na colina.
Onde está o velho violinista Jones
Que brincou com a vida durante noventa anos,
Desafiando as geadas a peito descoberto,
Bebendo, fazendo arruaças, sem pensar na esposa
[ nem na família,
Nem em dinheiro, nem em amor, nem no céu?
Vede! Fala sobre os cardumes de peixes de
[ antigamente,
Sobre as corridas de cavalo em Clary's Grove,
[ outrora,
Sobre o que Abe Lincoln disse
Uma vez em Springfield.
LAMENTO DO OFICIAL POR SEU CAVALO MORTO
Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de
[ sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas
[ ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem
[ explicação.
Criamos o fogo, a velocidade, a nova
[ alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que
[ pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens,
[ nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!
E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha
[ que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não
[ sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado — melhor que nós todos! —
[ que tinhas tu com este
[ mundo dos homens?
Aprendias a vida, plácida e pura, e
[ entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos
[ decifravam...
Rei das planícies verdes, com rios trêmulos
[ de relinchos...
Como vieste a morrer por um que mata seus
[ irmãos?
TESTAMENTO DO HOMEM SENSATO
Quando eu morrer, não faças disparates
nem fiques a pensar: “Ele era assim...”
Mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.
Aceita o que te deixo, o quase nada
destas palavras que te digo aqui:
Foi mais que longa a vida que eu vivi,
para ser em lembranças prolongada.
Porém, se um dia, só, na tarde em queda,
surgir uma lembrança desgarrada,
ave que nasce e em vôo se arremeda,
deixa-a pousar em teu silêncio, leve
como se apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais que distante, breve.
Carlos Pena Filho |
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SONETO DO DESMANTELO AZULEntão, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas,
Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.
E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.
POEMA
Senhora de muito espanto,
vestindo coisas longínquas
e alguns farrapos de sono,
eu vim para te dizer
que inutilmente contemplo
na planície de teus olhos
o incêndio do meu orgulho.
Senhora de muito espanto,
sentada além do crepúsculo
e perfeitamente alheia
a realejos e manhãs.
Eu vim para te mostrar
que se inaugurou um abismo
vertical e indefinido
que vai do meu lábio arguto
ao chumbo do teu vestido.
Senhora de muito espanto
e alguns farrapos de sono,
onde o céu é coisa gasta
que ao meu gesto se confunde.
Um dia perdi teu corpo
nas cores do mapa-múndi.
Senhor,
Olhai pelo meu amigo!
Que as pedras sejam removidas do seu caminho,
Que tenha forças para carregar seus fardos,
Que encontre coragem para resistir ao mal.
Que possa ver o amor em todos os seres,
Que seja abraçado pela lealdade,
Que encontre conforto e saúde se estiver doente,
Que seja próspero e saiba partilhar.
Que tenha paz cobrindo seu espírito,
Que sua mente obtenha os conhecimentos,
Que use sabedoria para aplicá-los,
Que saiba distinguir o bem do mal,
Que tenha fé para manter-se forte na dor.
Senhor,
Olhai pelo meu amigo!
Protegei cada passo que ele der,
Que a cada novo dia ele aceite o novo,
Que saiba alegremente comunicar novidade.
Que Vos sinta em todos os momentos
E que tenha o Vosso colo por toda a Eternidade.
Amém.
Desconheço o autor
| Um Amor Puro O que há dentro do meu coração Autor Desconhecido |